aí tava o yuri me mostrando o modern warfare 2, o joguinho que tem a tal fase polêmica do "no russians"
eu perguntei "pq polêmica? tem tortura, estupro ou algo assim?"
e o yuri, "só vê"
na tal fase, vc é um agente infiltrado num grupo terrorista que massacra um monte de civis num aeroporto, sendo que vc é um dos terroristas, então tem que sair matando tb
"ah, matando civis", pensei, realmente. que coisa feia.
aí depois o pessoal me mostra mais do jogo. por exemplo, a fase em que o pessoal entra na favela do rio que termina com o seu inimigo sentado numa cadeira, um sujeito do lado com uma bateria de carro e um torturador te falando, enquanto fecha uma porta de aço, "isso vai demorar"
pensei de novo
"tortura em não civis pode"
hum...
mas deve ser burrada minha. vai ver o torturador é o seu inimigo e vc quem vai tomar choque pq perdeu a fase. Faz mais sentido.
não escolha um que todos gostam. escolha um que poucos gostem, assim vc vai encontrar menos pessoas, porém mais interessantes ;-)
passei boa parte da minha juventude adorando quadrinhos. quadrinhos em si nunca foram tão importantes quanto estreitar meus laços com o meu irmão ou com o Bell, ou quanto a aventura de andar quase 20 quadras para chegar na banca tiragem em São Paulo, ou sair comprando revistas usadas em 3 ou 4 bancas de diferentes pontos de São Paulo para completar duas coleções completas de watchmen (uma prá mim e outra pro Bell) e etc.
daí que hoje eu tenho poucos quadrinhos e tudo o que eu quiser eu posso baixar da web. Mas é bobagem colecionar. Assim como eu aprendi, colecionando MP3 de gaitistas, que eu nunca teria tempo nem paciência de ouvir tanta coisa (sendo que o melhor da gaita nem sempre é a gaita em si, mas muito mais o ato mútuo de boa vontade de trocar informações com outros aficcionados), eu percebi que eu me diverti muito mais sentando uma tarde numa biblioteca de acesso gratuito na Av. Paulista para ler todos os Transmetropolitans que haviam lá do que eu poderia me divertir baixando o torrent deles todos só para falar que eu li tudo o que existe dele.
eu comprei todos os tank girls que eu conheço e nem sei com quem estão essas revistas hoje. eu simplesmente compro, empresto e me esqueço para quem emprestei. E não me importo tanto de verdade assim. Provavelmente hoje em dia já deve ter de onde baixar isso. Parece perder dinheiro, mas eu acho que é um bom gasto do dinheiro. Alguém leu e esqueceu essas revistas em casa e um dia talvez me apareça dizendo "cara, achei essas revistas que estavam há anos na minha casa, acho que são suas!". ou não. Eu realmente não me importo.
mas todo esse papo furado foi só para falar que hoje eu descobri qual é o meu quadrinho favorito, e obviamente ele é daqueles que poucos conhecem e gostam, e talvez nem tenha dele prá baixar na web.
meu quadrinho favorito é o "Parade Of Tirade", um dos livros do Too Much Coffee Man, um quadrinho bastante irregular e mais ou menos pouco conhecido, mas que é editado pela Dark Horse. Eu gosto dele pq eu o considero meu. Eu o adotei como HQ favorito. Mais até que o Elektra Assassina do Miller.
e eis pq eu gosto dele tanto assim. O desenho não é aquelas coisas, definitivamente, e o Shannon Wheeler é um quadrinheiro irregular, com altos e baixos. Tem muita coisa ruim dele, da mesma forma que os Tank Girls que não são o 1 e o 2 são bem ruins.
este álbum em específico foi escrito como uma grande história gigante, com várias tramas que se interligam em vários níveis (não do mesmo jeito que screemer, embora o roteiro deste seja um exemplo maravilhoso de algo do tipo). Desde o pequeno drama de relacionamento juvenil, até a trama do personagem TMCM até a persona do próprio desenhista, e o que parece ter um tom autobiográfico parece se dissolver nas 3 linhas narrativas, para concluir de forma bem discreta o raciocínio depressivo do autor de que de nenhuma forma vc consegue ser feliz. Não é daqueles roteiros hilários e perfeitos dos Freak Brothers, mas é algo de ótima qualidade.
o único cara que parece compartilhar essa opinião é o Max, e eu entendo perfeitamente o porque pq acho que conheço ele até bem, embora a gente ande meio sem ver o outro, ambos com seus bons motivos. E fico feliz, pq a opinião dele me importa, até pq o cara é artista plástico e não quadrinheiro.
mas como quadrinheiro que desistiu de tentar acompanhar os melhores quadrinhos atuais, eu acho este álbum do TMCM uma pérola de verdade, algo realmente muito, mas muito fora do padrão dos quadrinhos. O argumento tem um humor refinado, quando ele precisa ser sensível, ele é muito sensível e realista, quando ele precisa ser depressivo e reflexivo, ele é e bem. Vc não vai ler e sair ileso. Eu arrisco até dizer que o lirismo dele é melhor que o do Will Eisner. Não chega a ser aquela coisa rebuscada e maravilhosa do Mutarelli. Nem tão contracultural quanto Crumb. Mas de tudo um pouco e é na medida que eu gosto.
na verdade, acho que foi um momento em que o Shannon, ainda imaturo, soube traduzir bem alguma coisa de dentro dele que de alguma forma bate com algo que eu sinto. E com isso, acho que não posso esperar que com este post, outras pessoas leiam e me digam "nossa, é o melhor quandrinho que eu já vi".
não tem nada de genial nesse quadrinho, assim como não tem nada que faça "Estranhos No Paraíso" do Jim Jarmusch, o filme que eu adotei como o meu favorito, ser o melhor de todos de todos os tempos. Ele simplesmente funcionou bem para mim num determinado momento e passou a fazer parte da minha vida. O melhor filme continua sendo Cidadão Kane, mas o meu ainda é o com aqueles 3 outsiders que fumam o tempo todo e que apostam em cavalos.
os grandes clássicos são os grandes clássicos e nunca lhes faltará respeito, mas os meus são os meus. E este álbum do TMCM realmente sempre vai ser re-lido com carinho.
esse vídeo foi feito pro aniversário da Rosi, que é outra fã desse filme do Jarmusch. Ele tem vários aspectos divertidos, mas talvez o melhor deles foi que, por causa dele no youtube, eu cheguei a ser convidado por um dos organizadores do Festival do Minuto para participar. O pessoal do Festival do Minuto tem um critério estranho para escolher seus participantes, e eu estou longe de ter aspirações nesse ramo, mas confesso que fiquei feliz na época ;-). Foi uma piada prá Rosi mas foi uma piada bem feita, ainda que mambembe ;-)
de forma que a batata quente foi pro Lula, que levanta ou desce o dedo pro Battistuta.
o que deve acontecer?
Lula extradita o cara: fica bem com o governo italiano, fica mal com o Tarso Genro, se safa com a imprensa.
Lula libera o cara: o governo italiano chia, fica bem com o Tarso Genro (faz diferença?), caça briga com a imprensa e com a oposição que não vai dar em nada pq o eleitorado nem deve saber quem é o Batistuta em questão e vai estar pouco se lixando (mensalão fez difereça?)
Pode não parecer, mas é uma decisão difícil. Ficar mal com o governo italiano é ruim (mesmo sendo um Berlusconi da vida), e a pressão da opinião pública (que não reflete a maior parte do seu eleitorado, que deve estar c*g*ndo prá este assunto) não parece ser relevante. Por outro lado, se o Lula extraditar, o Tarso Genro vai acabar entendendo.
Então eu não sei dizer mesmo. Tô curioso prá ver como termina.
Acho que ele acata a corte e manda o cara prá Itália.
A Melhor Cantada do Mundo
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tinha que ter uma gaita no meio
um doce prá quem adivinhar o gaitista
pista
Here we are.
Together all alone.
In the still of the night.
Baby all I know....
usabilidade é pesquisa de marketing de computeiro
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a engenharia de software sempre gostou de receber um conjunto de requisitos
fixos que pudessem ser estimados e implementados. Me diga o que vc quer e eu
te...